Da série esgoto a céu aberto: a vez da Rua Bulcão Vianna
No portão de acesso à residência onde mora, a dona-de-casa Izabel Mattos olha desolada para o líquido escuro que corre às margens da calçada. Incrédula com a situação, ela balança a cabeça para os lados, demonstrando a insatisfação. E ela não é a única pessoa deixar explícito o descontentamento com a situação no local.
Izabel mora na entrada da Rua Bulcão Viana, Bairro Azambuja. Mãe de três filhos, ela diz conviver com o problema do esgoto que corre a céu aberto já há dois meses. “Eu liguei para a Secretaria de Obras no mês de novembro e eles disseram que viriam arrumar. Até agora nada”, desabafa ela. Segundo disse Izabel à reportagem do jornal Tribuna Regional, o contato com o poder público foi feito assim que uma empresa especializada em desentupimento de fossas atestou que o problema todo estava na tubulação da rua. Com isso, todo o esgoto produzido na maioria das casas tem como destino a rua. “Desde que o problema começou, já gastamos cerca de R$ 370 para tentar desentupir”, comenta a filha de Izabel, Gislaine Mattos. Segundo ela, em dias de calor forte é difícil permanecer próximo aos locais em que o esgoto escoa. No entanto, é à noite que o cheiro se torna ainda mais forte. “Se fosse o caso de depender de nós, mandaríamos arrumar” O aposentado Valdir Francisco Rosembrock faz coro às reclamações. Para mostrar o dilema que vivem os moradores, ele convidou a equipe do Tribuna a passar alguns minutos no local, bem diante de onde o líquido desemboca. Poucos metros depois do portão da entrada da casa dele, um plástico foi colocado pelos moradores para tapar o buraco aberto várias vezes na tentativa de acabar com o problema. Sentado em um banco, em frente à casa, Rosembrock descreveu a trajetória do problema. “Uma equipe da prefeitura já esteve aqui para arrumar. Abriram um pedaço da rede de esgoto e pararam por aí. A alegação que deram é de que nada foi feito porque não tinha máquinas”. O aposentado é morador antigo da rua: aos 70 anos de idade, nunca saiu do lugar. No entanto, faz questão de ressaltar que o problema com o esgoto que corre a céu aberto soa bem pior. A situação, segundo ele, estaria resolvida se dependesse apenas da população. “Se fosse o caso de depender de nós, mandaríamos arrumar. O problema é que a tubulação da rua está entupida e nada podemos fazer”, desabafa. Problemas na Rua Adelina Debatin continuam No mês de novembro de 2007, moradores da Rua Adelina Debatin, Bairro Águas Claras, entraram em contato com a redação do jornal Tribuna Regional para denunciar a situação caótica que enfrentava a região localizada no final da via. Parte do barranco cedeu e o restante ameaçava cair. Uma mureta de madeira havia sido colocada, segundo eles, pela prefeitura há alguns anos, na tentativa de impedir que a terra cedesse. A medida não surtiu efeito. Esta semana, novamente em contato com a redação, um dos moradores informou que a situação continua a mesma e que a terra cedeu em outro local. “Não fizeram nada desde aquela vez. Agora ficou pior porque desbarrancou em outro local”, informou o morador, que pediu sigilo sobre sua identidade.



